As próteses auditivas atuais podem ter um tamanho muito discreto e com cores muito agradáveis.

Têm imensas tecnologias e funcionam como um computador automático:

  • Captam o som à sua volta;
  • Processam digitalmente a informação;
  • Amplificam até níveis sonoros confortáveis;
  • Reduzem os efeitos de feedback indesejado (apitos);
  • Diminuem o ruído de fundo e dão enfâse à fala;
  • Têm microfones direcionais que buscam a fala automaticamente;
  • Podem ter vários programas para diferentes ambientes sonoros;
  • Podem conectar-se a dispositivos multimédia como o telemóvel, tablet TVs, MP3 ou PCs e funcionarem como auriculares sem fios;


A perda de audição ou surdez afeta cerca de 360 milhões de pessoas no mundo inteiro. 

Em Portugal atinge cerca de um milhão de pessoas.

É frequentemente um processo progressivo associado ao natural envelhecimento dos órgãos sensoriais e portanto normal com o avançar da idade, principalmente a partir dos 65 anos de idade. No entanto, devido a causas genéticas, infeções virais ou bacterianas (otites), doenças vasculares, tumores, obstrução nasal grave, etc., a perda de audição pode surgir em qualquer idade.

A perda de audição pode ser classificada como de grau ligeira, moderada, severa, profunda ou total e pode afetar apenas um ou ambos os ouvidos, no entanto independentemente destes dois fatores, pode ter muito frequentemente um impacto sobre a detecção e localização dos sons do dia a dia mas principalmente na compreensão das palavras e das conversas.

Não ouvir ou não compreender corretamente os diálogos quotidianos, implica muitas vezes com o bem-estar familiar e social, podendo levar a mal entendidos, discussões, insegurança, isolamento e no limite conduzir a uma depressão.

O tratamento da surdez deve ser realizado clinicamente quando possível, pelo médico otorrinolaringologista através do recurso a medicamentos, cirurgias, etc.

Quando o tratamento não é possível mas a perda de audição tem impacto na comunicação diária, a reabilitação auditiva deverá ser realizada por um audiologista recorrendo a próteses auditivas ou quando o benefício das mesmas já não é satisfatório, poderá ser ponderada a hipótese de colocação de implantes auditivos.

O processo de reabilitação auditiva deverá ser personalizado e demorar algumas semanas até atingir os resultados mais satisfatórios. No início implica voltar a ouvir sons que a pessoa já não estava habituado a ouvir, como o som dos sapatos ao caminhar mas sempre tentando garantir o máximo conforto auditivo.

O seu audiologista poderá esclarecê-lo sobre todas as mudanças que poderão ocorrer.

Não permita que a sua qualidade de vida ou dos seus familiares e amigos possa ficar afetada.
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